Emater realizou mais de 870 visitas técnicas para liberar Atestado Ceasa em 2025

Emater realizou 870 visitas técnicas para liberar Atestado Ceasa em 2025
Documento facilita acesso de produtores rurais ao mercado atacadista. Vistorias confirmam produção própria e garantem autorização para venda direta na Ceasa Goiás (Foto: Emater-GO)

A Emater Goiás, em parceria com as Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa Goiás), auxilia agricultores familiares que desejam comercializar sua produção no mercado atacadista. Juntas, as duas instituições emitem o Atestado Ceasa, documento que:

  • facilita o encontro entre produtores rurais e comerciantes;
  • organiza e regula a comercialização de produtos hortifrutigranjeiros
  • contribui para o escoamento da produção;
  • aém de garantir o abastecimento de alimentos frescos a preços justos.

Dados da Ceasa Goiás indicam que cerca de 600 produtores estão cadastrados para comercializar no entreposto.

A procura pelo atestado é intensa. Somente em 2025, a Emater realizou 872 visitas técnicas em propriedades rurais nas regionais:

  • Rio das Antas;
  • Planalto;
  • Vale do São Patrício;
  • Rio dos Bois;
  • Sul;
  • Rio Vermelho;
  • Serra da Mesa;
  • Estrada de Ferro.

Porta de entrada para venda direta e legal

O técnico agrícola e agropecuário da Regional Rio das Antas, Roney Francisco Gama, explica que o Atestado Ceasa é a porta de entrada para o agricultor vender produtos de forma direta e legal nos entrepostos estaduais.

“O documento comprova que o agricultor está em atividade e que comercializa a própria produção”, destaca.

Quem pode solicitar o Atestado Ceasa?

Podem solicitar o serviço:

  • agricultores familiares;
  • produtores rurais individuais;
  • cooperativas;
  • associações.

A emissão do atestado é realizada por técnicos da Emater após solicitação do produtor junto à direção da Ceasa.

Procedimentos

O processo começa com uma declaração feita pelo produtor na Ceasa e o pedido de visita à propriedade.

Em seguida, a Ceasa aciona a Emater para que os técnicos extensionistas realizem o levantamento de dados e elaborem o atestado de produção, documento que comprova a atividade agrícola.

Após a conclusão da vistoria técnica, o atestado é encaminhado à gerência de atendimento ao produtor da Ceasa, responsável pela emissão da carteira de comercialização.

O prazo estimado para cadastramento, visita técnica e emissão do documento é de cerca de cinco dias úteis.

A carteira identifica o produtor no ambiente da Ceasa e comprova que ele atende às exigências internas para comercialização.

Para vender no entreposto, o produtor pode optar por dois tipos de taxa:

  • O módulo de 4 m² para comercialização de até 50 caixas custa R$ 16 por dia.
  • Já a utilização mensal do mesmo espaço tem valor de R$ 229.

Vistoria técnica  

Segundo o assistente de Desenvolvimento Rural da Regional Vale do São Patrício, Quintino da Silva Moreira, a vistoria técnica é fundamental para verificar a produção e as condições de cultivo.

“Durante a visita, avaliamos se o produtor realmente possui produção própria, como essa produção é conduzida e quais cuidados são adotados no uso de defensivos agrícolas e insumos”, explica.

Após a checagem das informações, o atestado é emitido e enviado para a gerência de atendimento ao produtor da Ceasa, responsável pela confecção da carteira de comercialização.

Atestado Ceasa – Vantagens para o produtor

O coordenador da Regional Rio dos Bois, Juscimar Carros Barroso, destaca que o Atestado Ceasa traz diversas vantagens para os agricultores.

Além de comprovar que a produção é própria, o documento permite que o produtor comercialize diretamente com compradores, evitando atravessadores e aumentando assim sua margem de lucro.

“O contato presencial constrói relacionamentos mais diretos e duradouros. Aumenta-se a fidelidade do cliente, pois o agricultor familiar passa a compreender melhor as necessidades e preferências do público”, afirma.

Experiência de produtores

Trabalhar quatro vezes por semana na Ceasa é uma rotina que acompanha a produtora Larissa Valeriano dos Santos há dez anos.

Moradora de Goiânia, ela afirma que foi graças ao Atestado Ceasa que conseguiu ampliar e diversificar a produção na propriedade.

No início, Larissa comercializava apenas alface. Com o crescimento das vendas e a fidelização da clientela, investiu no cultivo de outras folhagens na propriedade que tem na divisa com o município de Goianira.

O começo, no entanto, foi desafiador. Sem conseguir aproveitar bem a área do terreno, enfrentou perdas significativas na lavoura, especialmente no período chuvoso.

“Quando iniciamos a plantação de alface, não conseguimos produzir em 30% da lavoura. Em época de chuva, o escoamento de água era muito pouco e não tinha para onde a água ir”. E encharcava a terra e não sabia o que fazer”, relata a produtora.

Segundo ela, a mudança veio com a orientação da assistência técnica da Emater, que mostrou os cuidados básicos com a lavoura e com o uso de insumos e agrotóxicos que deveriam ser adotados.

“Foi um divisor de águas. Hoje aproveito 100% da lavoura para plantar minhas folhagens”, recorda.

Após a melhoria na produção, o passo seguinte foi a obtenção do Atestado Ceasa, garantindo um espaço estruturado para comercialização.

Emater realizou 870 visitas técnicas para liberar Atestado Ceasa em 2025
Produtora rural de Goiânia, Larissa Valeriano dos Santos afirma que graças ao Atestado Ceasa que conseguiu ampliar e diversificar produção na propriedade (Foto: Emater-GO)

Segundo Larissa, o documento proporciona mais organização e segurança no trabalho dentro do entreposto.

“O atestado me permite ter um ponto comercial limpo e organizado. Não tenho preocupações com o espaço, é chegar e vender”, afirma.

A carteira de comercialização de Larissa vence em junho. A agricultora já providenciou a documentação necessária e entrou em contato com a Emater para agendar a visita técnica e renovar o cadastro.

“A Emater ajuda muito e facilita a vida do agricultor familiar goiano, para acessar os melhores caminhos e comercializar a produção diretamente com o consumidor. Vale a pena ter o atestado”, comemora.

Jucelino Alves Pereira, produtor de Terezópolis de Goiás, também ressalta a importância do Atestado Ceasa para a rotina no entreposto. Segundo ele, o documento contribui para dar mais segurança e organização à comercialização.

“Com o atestado, a gente trabalha com mais tranquilidade, sabendo que está tudo regularizado. Isso facilita muito a venda e o contato direto com os clientes, além de valorizar o nosso produto”, afirma.

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Produtor rural de Terezópolis de Goiás, Jucelino Alves Pereira afirma: “com o atestado, a gente trabalha com mais tranquilidade, sabendo que está tudo regularizado” (Foto:Emater-GO)

Como solicitar o documento

Os produtores interessados em obter o atestado, após realizarem a solicitação junto à Ceasa, devem procurar a unidade da Emater mais próxima e apresentar os seguintes documentos:

  • RG e CPF
  • Comprovante da terra (escritura, matrícula, contrato de arrendamento ou documento de assentado do Incra)
  • Inscrição Estadual
  • Atestado de produção, que comprova a viabilidade e o cultivo – Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), obrigatório para agricultores familiares

A validade da documentação varia conforme o ciclo das culturas. Em média, o prazo é de até seis meses.

Cultivos como chuchu podem ter validade de até seis meses, enquanto culturas como pepino podem exigir renovação em cerca de 60 dias.

A recomendação é renovar o documento conforme o início de novas safras ou mudanças nas culturas plantadas. O atestado emitido pela Emater não possui custo para o agricultor familiar.

“A renovação periódica da carteirinha garante que apenas produtores ativos e regulares utilizem o espaço da Ceasa”, explica técnico agrícola e agropecuário, Roney Gama.

“Isso assegura transparência na comercialização, organização do mercado, valorização do produtor rural e cumprimento das normas sanitárias e administrativas”, conclui.

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