Edição especial da Resap realça qualidade da produção científica e atuação da Escola de Saúde de Goiás

Edição especial da Resap realça qualidade da produção científica e atuação da Escola de Saúde de Goiás na promoção da ciência
Edição especial da Resap consolida produção científica do SUS em Goiás, conectando pesquisa, formação e gestão em saúde (Foto: Divulgação / Escola de Saúde de Goiás)

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) lança edição especial da Revista Científica da Escola de Saúde Pública – Resap, reunindo os trabalhos selecionados durante a 9ª Jornada Científica.

Mais do que um registro editorial, a publicação é um desdobramento direto do evento e uma evidência concreta do amadurecimento da cultura científica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiás.

Realizada com o tema Boas Práticas Científicas, a 9ª Jornada Científica reuniu mais de 550 participantes e recebeu 157 trabalhos, sendo que 131 foram selecionados para compor a edição especial da revista, após avaliação por pares no modelo double-blind peer review, garantindo rigor metodológico e isenção na seleção.

O volume expressivo de produções e o processo criterioso de avaliação indicam não apenas adesão institucional, mas também qualificação progressiva das pesquisas desenvolvidas no estado.

Edição especial da Resap – eixo estruturante da gestão em saúde

Para a editora-chefe da Resap, Alessandra Marques Cardoso, a edição especial do periódico evidencia o posicionamento institucional da Escola de Saúde de Goiás.

“A pesquisa não é uma atividade periférica. Ela integra a lógica de gestão, formação e inovação no SUS”, afirma.

Os trabalhos publicados cobrem ampla diversidade temática — desde vigilância epidemiológica e gestão hospitalar até saúde mental, tecnologias em saúde e humanização do cuidado — refletindo a complexidade e transversalidade dos desafios contemporâneos da saúde pública.

“Essa diversidade não é casual. Ela resulta de um ecossistema que articula servidores estaduais e municipais, profissionais da assistência, residentes médicos e multiprofissionais, pesquisadores e instituições de ensino superior”, explica a editora-chefe da Resap.

“O efeito prático é a produção de conhecimento diretamente ancorado na realidade dos serviços, com potencial de aplicação imediata na qualificação do cuidado”, pontua Alessandra Marques Cardoso.

Ambiente de formação e inovação

A gerente de Pesquisa e Inovação, Fernanda Simon Pimenta, ressalta que a relação entre a Jornada Científica e a edição especial da Resap não é meramente simbólica — é estrutural.

“A jornada funciona como dispositivo de mobilização, formação e curadoria científica, enquanto a revista consolida e difunde o conhecimento produzido”.

A própria programação do evento reforçou esse desenho, com foco em temas críticos como:
• integridade científica;
• escrita acadêmica;
• avaliação de tecnologias em saúde;
• ética no uso de inteligência artificial.

“Não se trata de um evento protocolar, mas de um ambiente de formação científica aplicada”, destaca a superintendente da Escola de Saúde de Goiás, Edinalva Rodrigues.

Para a superintendente, a Escola de Saúde de Goiás exerce um importante papel na coordenação e monitoramento das pesquisas científicas realizadas dentro das unidades de saúde da SES-GO.

“A instituição não apenas incentiva a pesquisa, mas se consolida como esteio institucional que oferece suporte estruturado para pesquisadores, profissionais e estudantes, criando condições para que a pesquisa aconteça dentro do SUS, e não à margem dele” afirma a superintendente.

Para o secretário de Estado da Saúde de Goiás, Rasível Santos, a publicação da edição especial da Resap reforça a institucionalização da ciência como ferramenta de gestão e decisão no SUS.

“O compromisso com práticas científicas rigorosas, transparência e reprodutibilidade não é apenas acadêmico — é operacional, pois impacta diretamente a qualidade das políticas públicas e dos serviços ofertados”, diz o secretário.

“Por isso, a edição especial da Resap não deve ser interpretada como produto final, mas como indicador de maturidade institucional. Ela materializa um modelo em que pesquisa, formação e gestão estão integradas”, finaliza Rasível Santos.

Para acessar a edição especial clique aqui.

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