GovTech publica nomes de startups escolhidas para solucionar desafios do serviço público

Governo publica nomes das startups escolhidas para solucionar desafios do serviço público
Seis empresas selecionadas apresentam soluções nas áreas da saúde, educação e administração estadual (Fotos: Secti-GO)

O Governo de Goiás publicou, nesta quinta-feira (08/02), os nomes das startups selecionadas para desenvolver soluções para desafios do serviço público. As seis empresas foram aprovadas via programa GovTech, primeira iniciativa de inovação aberta de Goiás que garante até R$ 60 mil para que cada startup aprimore os protótipos que já apresentaram às secretarias estaduais.

As startups terão três meses para desenvolver a aplicação das soluções escolhidas. Em 22 de maio cada secretaria participante indicará as soluções vencedoras e poderá contratar as startups para que elas sejam implantadas em Goiás.

O programa GovTech é coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), via Hub Goiás, e nesta primeira chamada do GovTech atende desafios propostos pelas secretarias de Administração (Sead), Educação (Seduc) e Saúde (SES).

“É uma iniciativa inédita em Goiás que materializa a estratégia do governador Ronaldo Caiado de que temos que usar a ciência, a tecnologia e a inovação em favor dos serviços que prestamos à população”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto.

Startups

Na saúde, foram selecionadas duas startups. A solução apresentada pela PredictAI consegue antever, por meio da inteligência artificial, locais onde há a probabilidade de um surto de dengue, cruzando dados da Secretaria de Saúde, por exemplo, com mapas de precipitação de chuvas.

Com abrangência em todo o território goiano, a empresa já detectou locais que devem ser o foco da atuação da SES. Já a startup Mindify promete desafogar as filas nas unidades de saúde através de um chatbot para auxiliar pacientes com protocolos de dengue. O usuário responde a perguntas e é instruído e direcionado para as unidades de atendimento que possam ajudá-lo.

Na educação, a startup Educacross será responsável por aplicar a inteligência artificial no desenvolvimento de jogos e dinâmicas leves e envolventes que prendam a atenção do aluno a fim de proporcionar um aprendizado mais fluido. Além disso, através de análises da IA, será possível munir o professor de informações para o direcionamento e melhor compreensão do nível de aprendizagem.

Já a empresa Sappens foi a aprovada para resolver de forma inovadora o problema da evasão escolar. A proposta é criar dinâmicas e ferramentas de jogos lúdicos que tornam o processo educativo mais engajador e que possibilite aos professores monitorar o desempenho dos alunos em tempo real e identificar, mais rapidamente, estudantes em risco de evasão, permitindo e sugerindo intervenções oportunas.

Para a administração estadual, foram selecionadas duas startups para solucionar o mesmo desafio: “Como facilitar a gestão e a fiscalização de contratos de mão-de-obra na área de TI?”. As empresas aprovadas foram Corejur CLM Assistant e Raven.

Ambas utilizam a inteligência artificial para detectar uma documentação incorreta no início do processo, notificando a empresa que submeteu a documentação sobre as inconsistências e encaminhando ao fiscal um processo mais assertivo com as informações corretas a serem analisadas.

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