Goiás amplia investimentos em 90% e atinge recorde de R$ 7,2 bilhões em 2025

Apresentação do balanço dos investimentos na Alego
Resultados foram apresentados durante do relatório fiscal do 3º Quadrimestre de 2025 na Alego (Foto: Secretaria da Economia)

A secretária da Economia, Renata Lacerda Noleto, apresentou, na quarta-feira (22/4), na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), os resultados fiscais do 3º quadrimestre de 2025. O balanço mostra que o Estado de Goiás encerrou o ano com R$ 7,21 bilhões em investimentos, o que representa um crescimento de 90% em relação a 2024, o maior avanço proporcional entre os estados brasileiros no período.

A titular da Secretaria da Economia iniciou a apresentação destacando o resultado orçamentário e detalhando o uso planejado do superávit acumulado para financiar obras e ações estruturantes.

“O Estado encerrou 2025 com déficit de R$5,30 bilhões, mas esse resultado não indica deterioração fiscal, e sim o uso planejado e consciente do superávit acumulado em anos anteriores, especialmente a partir de 2020”, ressaltou.

O balanço também mostra um patamar recorde de investimentos, alcançando o valor de R$ 7,21 bi em 2025.

“Se olharmos o comparativo com os demais estados, Goiás lidera a variação dos investimentos estaduais. Foi o estado que mais cresceu em investimento em relação ao ano anterior entre todas as unidades da federação”, acrescentou.

Evolução da disponibilidade de caixa

O Estado recuperou a disponibilidade de caixa líquida, revertendo o saldo negativo registrado até 2020 e consolidando resultado positivo em 2025. O avanço reflete o acúmulo de poupança e superávits ao longo dos últimos anos.

Renata Lacerda ressalta que o uso desses recursos exige planejamento, já que foram formados em um contexto conjuntural, e não estrutural. Ela destaca que o governo já iniciou a fase de consumo desse superávit, o que reforça a necessidade de direcionar os recursos para ações estruturantes e investimentos, por se tratar de uma fonte finita.

Ao final de 2025, o Estado fechou com R$ 13,87 bilhões em caixa bruto. Após o pagamento de restos a pagar e demais obrigações, o caixa ao entrar em 2026 ficou em R$ 10,34 bilhões. Desse total, a maior parte corresponde a recursos vinculados, enquanto a parcela não vinculada pode ser utilizada de forma estratégica, especialmente para investimentos.

Limites constitucionais

Em relação aos indicadores fiscais, o Estado manteve-se dentro dos limites legais, com a poupança corrente em 94,32% (abaixo do teto de 95%), aplicação de 15,36% em saúde (acima do mínimo de 12%) e 25,71% em educação (acima do mínimo de 25%). A dívida consolidada atingiu R$ 28,42 bilhões, com relação de 33,47% da RCL, bem inferior ao limite legal de 200%.