A 27ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica 2026) chega com mudança significativa no modelo de premiação. A mostra passa a adotar valores iguais para diversas categorias técnicas, medida que busca ampliar o reconhecimento ao trabalho coletivo envolvido na realização cinematográfica.
O evento será realizado de 16 a 21 de junho, na cidade de Goiás, com produções brasileiras e internacionais que abordam o tema central “Água e Clima no Brasil das nascentes”, dentre outros temas ambientais, sociais e culturais.
Com o novo formato, categorias como direção de fotografia, roteiro, montagem, atuação, som, trilha musical e direção de arte passam a receber premiações no mesmo valor, reforçando a valorização equilibrada das diferentes áreas que compõem uma produção audiovisual.
Segundo a secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, o cinema é resultado do trabalho integrado de diferentes profissionais, o que reforça a necessidade de uma visão contemporânea sobre a criação audiovisual.
“Quando pensamos no cinema, muitas vezes lembramos apenas de quem está à frente da obra, mas sabemos que um filme só se concretiza graças ao trabalho cuidadoso de muitas áreas criativas e técnicas. A partir de agora, o Fica reforça a importância dessa construção coletiva e reconhece, de forma mais justa, o papel de cada profissional na qualidade e na força das produções que chegam ao festival.”
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A mudança contempla especialmente as mostras competitivas voltadas ao cinema goiano e às produções da cidade de Goiás, nas quais várias categorias passam a receber R$ 10 mil cada, independentemente da função premiada. A proposta quer reconhecer de forma mais justa o caráter coletivo do cinema e o papel fundamental de cada área técnica na construção de um filme.
O festival mantém os valores para as principais produções, como a Mostra Competitiva Internacional Washington Novaes, que concede o Prêmio Cora Coralina, de R$ 35 mil, ao melhor longa-metragem, e o Prêmio Acari Passos, de R$ 15 mil, ao melhor curta ou média-metragem, além do Prêmio João Bennio, de R$ 20 mil, destinado ao melhor filme goiano.
Já na Mostra de Cinema Goiano, o melhor longa-metragem também recebe R$ 35 mil, enquanto o melhor curta-metragem é premiado com R$ 15 mil.
Na Mostra Becos da Minha Terra de Filmes Vilaboenses, o prêmio de melhor filme é de R$ 35 mil, mesmo valor destinado à melhor montagem. Na Mostra de Cinema Indígena e de Povos Tradicionais, o melhor longa-metragem recebe R$ 35 mil, e o melhor curta ou média-metragem é premiado com R$ 15 mil.
O Fica 2026 ainda contará com premiações concedidas por diferentes júris, incluindo Júri Jovem, Júri da Imprensa e Júri Popular, ampliando as formas de reconhecimento às produções participantes.
Outro destaque é que todas as produções selecionadas para as mostras competitivas recebem valores de licenciamento pela exibição, que variam de R$ 3 mil a R$ 4 mil, conforme a duração da obra.
Mais informações e o regulamento completo estão disponíveis nos sites da Secult Goiás e do Fica.