Semad vai construir meliponário para abelhas sem ferrão em Goiânia

Abelha Jataí, um das espécies do meliponário para abelhas sem ferrão
Abelhas sem ferrão da espécie Tetragonisca angustula, popularmente conhecidas como Jataí, habitarão no melipolinário que será instalado em Goiânia (Foto: Pixabay)

Goiânia vai receber o primeiro meliponário do projeto Meliponizar, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). O objetivo da iniciativa é proteger as populações existentes de abelhas nativas sem ferrão e os habitats em que elas ocorrem.

O primeiro passo foi dado nesta terça-feira (23), com assinatura de um acordo de cooperação técnica entre o Estado e a Prefeitura de Goiânia. 

Meliponário

Um meliponário demonstrativo será instalado no parque Bernardo Élis, no residencial Celina Park, em parceria com a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) e Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), que atuará no resgate dos enxames.

O local abrigará colônias resgatadas de árvores podadas ou extirpadas da capital e servirá também para pesquisas científicas, aulas de educação ambiental e divulgação de produtos oriundos da meliponicultura. 

Entre as espécies que poderão ser remanejadas para o local estão a Jataí (Tetragonisca angustula), Iraí (Nannotrigona testaceicornis), Uruçu (Melipona scutellaris) e Tibúia (Melipona fasciculata).

“As abelhas sem ferrão são importantíssimas para o equilíbrio ambiental”, afirma a secretária de Estado de Meio Ambiente, Andréa Vulcanis. “Elas são os mais importantes polinizadores nativos e, portanto, exercem papel fundamental na manutenção da biodiversidade”.

O recurso financeiro para custeio do projeto Meliponizar virá de compensação ambiental, um instrumento que impõe aos empreendimentos causadores de significativo impacto ambiental o dever de destinar recursos financeiros para apoiar a reparação de danos decorrentes de impacto ambiental não mitigável ou para criação e manutenção de unidades de conservação em Goiás (Lei 14.247/2002).