Polícia deflagra operação contra sonegação de ICMS no comércio de grãos

policiais que integram operação demeter
Seis pessoas estão sendo investigadas suspeitas de atuarem na criação de empresas para fornecer notas fiscais a produtores rurais e acobertar a saída de grãos do Estado (Foto: Comunicação Setorial Economia)

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), deflagrou nesta sexta-feira (2) a operação Demeter, em conjunto com a Secretaria da Economia de Goiás. A ação investiga crime tributário e falsidade ideológica envolvendo a utilização de empresas noteiras (fantasmas) para movimentação de grande quantidade de grãos, sem o recolhimento devido de ICMS. O nome da operação, Demeter, refere-se à deusa da colheita e da agricultura na mitologia grega.

Os investigados são suspeitos de atuar na corretagem de grãos e empresas de transportes, utilizando-se  de documentos inidôneos para dar saída, em sua grande maioria, de milho e soja do Estado de Goiás para outras unidades da federação, sem recolhimento de ICMS. De acordo com a Secretaria da Economia, o Estado de Goiás deixa de arrecadar milhões de reais em ICMS com esse tipo de fraude.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo um em Goiânia, dois em Formosa e outro em Acreúna, para a apreensão de documentos, computadores e celulares. O material apreendido será analisado e pode auxiliar na individualização da conduta dos investigados, na identificação de outras empresas “de fachada” que estariam sendo utilizadas na fraude, na origem e destinos dos grãos comercializados, além do cálculo do prejuízo causado ao erário estadual.

Os alvos foram empresas fantasmas, que operam apenas para fornecimento ilícito de notas fiscais, a fim de sonegar impostos. A princípio, seis pessoas estão sendo investigadas suspeitas de atuarem na criação dessas empresas para fornecer notas fiscais a produtores rurais e acobertar a saída de grãos do Estado sem pagamento do ICMS devido. Há indícios de que o grupo faz parte de uma rede criminosa estruturada envolvendo produtores rurais, contadores e corretores em fraudes milionárias.