HCN passa a oferecer imunobiológico para proteger bebês contra doenças respiratórias graves

Atendimento de criança no HCN
Por meio de dose única, anticorpo previne doenças que afetam o sistema respiratório e podem ter consequências graves na saúde dos bebês (Foto: Cristiano Martins)

O Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), unidade do Governo de Goiás em Uruaçu, passa a oferecer imunobiológico que é um importante reforço na proteção de bebês e recém-nascidos contra doenças respiratórias graves: o anticorpo monoclonal contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) no início de 2026, o imunobiológico proporciona proteção imediata e é indicado para prevenção de infecções causadas pelo VSR — principal responsável por casos de bronquiolite e pneumonia em crianças pequenas.

Imunobiológico x VSR

Administrado em dose única, o medicamento é destinado a bebês prematuros (nascidos com até 36 semanas e 6 dias) com menos de seis meses e a crianças de até dois anos com comorbidades, contribuindo para a redução de internações e complicações respiratórias.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o VSR responde por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos.

Em 2025, o Brasil registrou 120.176 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) por vírus respiratórios, sendo 36,6% associados ao VSR. Entre esses, mais de 36 mil hospitalizações ocorreram em crianças nessa faixa etária.

Referência em obstetrícia e gestação de alto risco, o HCN reforça, com a nova oferta, o cuidado integral aos recém-nascidos atendidos na unidade. Segundo a coordenadora de enfermagem do Centro Obstétrico do hospital, Juliana Montalvão, a medida representa um avanço na assistência.

“O anticorpo amplia a proteção dos bebês já nos primeiros dias de vida e contribui para a prevenção de doenças respiratórias graves, como a bronquiolite”, destaca.

Diferentemente das vacinas tradicionais, o imunobiológico atua de forma imediata, sem necessidade de estimular previamente a resposta imunológica do organismo. A estratégia complementa as ações já adotadas pelo SUS para reduzir casos graves de infecções respiratórias na infância.

O medicamento é indicado para dois públicos atendidos pelo SUS:

  • prematuros com menos de seis meses;
  • crianças de até dois anos com condições clínicas específicas, como cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunodeficiência grave, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas.