O Estado de Goiás ficou entre os três estados que mais investem no audiovisual após garantir um investimento de R$ 36 milhões para o setor em 2026, por meio do Edital Arranjos Regionais para Investimento Complementar do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
A formalização ocorreu durante o Encontro Nacional dos Arranjos Regionais, realizado no Cinema São Luiz, em Recife, na última terça-feira (24/03).
O resultado é fruto da aprovação do projeto apresentado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), que pleiteou o teto máximo de R$ 30 milhões do FSA. A proposta assegura o financiamento em que, a cada R$1 real investido pelo Governo de Goiás, o governo federal aporta R$5, ampliando significativamente o alcance das ações voltadas ao setor.
Com a aprovação, a composição dos recursos destinados a Goiás totaliza R$ 36 milhões: R$ 30 milhões do FSA para editais, R$ 5,1 milhões de contrapartida da Secult Goiás para editais locais e R$ 900 mil para o pagamento do agente financeiro responsável pela gestão.
Os recursos estão sujeitos a pequenas alterações na realocação de valores e serão aplicados principalmente por meio de editais públicos, fortalecendo a cadeia produtiva do audiovisual.
Fundo Setorial do Audiovisual
O Edital Arranjos Regionais recebeu inscrições de estados e municípios de todo o país e tem como objetivo destinar verbas do FSA a chamadas públicas e programas executados por estados, municípios e pelo Distrito Federal.
A seleção levou em consideração critérios técnicos como contrapartida financeira, planejamento orçamentário, estruturação do plano de ação, histórico de fomento ao audiovisual, indicadores culturais e capacidade de execução de políticas públicas.
O plano de ação da Secult Goiás prevê editais financiados com investimentos do FSA, com pagamentos realizados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), e editais executados com recursos da contrapartida estadual.
As chamadas contemplam categorias como longas-metragens, documentários, séries, distribuição, preservação audiovisual, conteúdos infantis, mostras, festivais e curtas-metragens.
A boa colocação do Estado decorre de fatores estratégicos acumulados nos últimos anos, como o histórico consistente de editais, o apoio a cineclubes, a atuação na internacionalização do audiovisual e a qualidade dos dados e indicadores culturais, consolidados especialmente a partir da execução da Lei Paulo Gustavo.