Projeto goiano de bioinsumos é reconhecido pela ONU

aproximar a pesquisa científica dos produtores rurais e ampliar o acesso a tecnologias agrícolas sustentáveis. - Seapa apresenta produção de bioinsumos a representantes de dez embaixadas
Centro de Excelência em Bioinsumos (Cebio), apoiado pela Fapeg, foi reconhecido pela FAO por desenvolver pesquisas e ampliar o acesso de produtores rurais a tecnologias sustentáveis. Criado em dezembro de 2021, o Cebio já recebeu mais de R$ 20 milhões da Fapeg (Foto: Fapeg)

O Centro de Excelência em Bioinsumos (Cebio), vinculado ao Instituto Federal Goiano (IF Goiano) e apoiado pelo Governo de Goiás, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), recebeu reconhecimento internacional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A iniciativa foi selecionada como “Experiência Excepcional” no programa Experiências que Transformam 2026 — Bioinsumos e plásticos na agricultura, por aproximar a pesquisa científica dos produtores rurais e ampliar o acesso a tecnologias agrícolas sustentáveis.

Criado em dezembro de 2021, o Cebio já recebeu mais de R$ 20 milhões da Fapeg. Os recursos foram destinados;

  • à instalação de estruturas de pesquisa;
  • unidades de produção de bioinsumos;
  • formação de profissionais;
  • desenvolvimento de tecnologias voltadas ao campo.

Pesquisa com bioinsumos chega a diferentes regiões de Goiás

Os bioinsumos são produtos desenvolvidos a partir de organismos vivos ou de seus derivados, e são utilizados:

  • no controle de pragas;
  • na melhoria das condições do solo;
  • no desenvolvimento das plantas.

Essas soluções podem reduzir a dependência de determinados produtos químicos e contribuir para uma agricultura mais sustentável.

O trabalho do Cebio busca transformar o conhecimento científico em alternativas acessíveis a diferentes perfis de produtores, desde agricultores familiares até responsáveis por grandes lavouras de grãos.

O centro mantém uma rede de unidades de pesquisa e transferência de tecnologia distribuídas por diferentes regiões de Goiás, aproximando pesquisadores e produtores rurais.

As Unidades de Referência em Bioinsumos estão instaladas em locais onde são desenvolvidos estudos e novas tecnologias, com sede atualmente em:

  • Rio Verde;
  • Urutaí;
  • Morrinhos.

Já as Unidades de Transferência de Tecnologia funcionam em:

  • Anápolis;
  • Campos Belos;
  • Catalão;
  • Ceres;
  • Cristalina;
  • Goiânia;
  • Hidrolândia;
  • Iporá;
  • Posse.

Esses espaços facilitam o compartilhamento de conhecimentos e práticas agrícolas com os produtores.

Projeto de bioinsumos em Goiás recebe reconhecimento internacional da ONU - pesquisadores da Fapeg
Além das pesquisas e da transferência de tecnologia, o centro investe na formação de profissionais. Atualmente, reúne mais de 400 pesquisadores e conta com 300 alunos matriculados na especialização gratuita em Bioinsumos, oferecida pelo IF Goiano (Foto: Fapeg)

Pesquisas investigam controle biológico de pragas do tomate e da soja

Entre os trabalhos desenvolvidos pelo Cebio estão pesquisas sobre o uso de bacteriófagos, vírus que atacam bactérias, para combater a mancha bacteriana, doença que afeta o tomateiro.

Os experimentos identificaram potencial de controle da doença com eficiência equivalente à de defensivos químicos utilizados como referência nos estudos.

Outra pesquisa investiga o uso do fungo Metarhizium anisopliae no combate ao percevejo-marrom, uma das pragas que prejudicam as lavouras de soja.

Nos experimentos, os pesquisadores observaram a interrupção da alimentação do inseto poucos dias após a aplicação do fungo, resultado que indica o potencial da tecnologia como alternativa de controle biológico.

Os estudos buscam desenvolver soluções para problemas da agricultura, com possibilidades de redução dos custos de produção e dos impactos ambientais.

Projeto amplia acesso de agricultores familiares a bioinsumos

O Cebio também desenvolve iniciativas para ampliar o acesso à inovação entre agricultores familiares, comunidades quilombolas e povos tradicionais.

Uma delas é o CebioEntrega, projeto que promove a distribuição gratuita de microrganismos de interesse agrícola a produtores familiares e cooperativas, conforme critérios de segurança e a legislação aplicável.

A proposta é facilitar o acesso a alternativas biológicas e incentivar a adoção dessas tecnologias na produção rural.

Além das pesquisas e da transferência de tecnologia, o centro investe na formação de profissionais. Atualmente, reúne mais de 400 pesquisadores e conta com 300 alunos matriculados na especialização gratuita em Bioinsumos, oferecida pelo IF Goiano.

A combinação de pesquisa, capacitação e atendimento aos produtores busca ampliar o uso de soluções biológicas em diferentes sistemas de produção agrícola.

Investimentos da Fapeg apoiam inovação no campo

O Cebio integra um conjunto de dez centros de excelência apoiados pelo Governo de Goiás, por meio da Fapeg, em sua estruturação inicial. As iniciativas reúnem pesquisadores, instituições de ensino, empresas e poder público para desenvolver soluções em áreas estratégicas para o estado.

O modelo busca ampliar a capacidade de pesquisa, estimular parcerias e atrair novas fontes de financiamento. No caso do Cebio, os investimentos já contribuíram para:

  • formação de profissionais;
  • instalação de unidades de pesquisa;
  • desenvolvimento de tecnologias voltadas às necessidades da produção rural.

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