Indústria farmacêutica de Goiás cresce 20,2% e supera média nacional

Indústria farmacêutica cresce mais de 20% em Goiás
Indústria farmacêutica de Goiás registra crescimento de 20,2% nos primeiros oito meses de 2026, mais de 11 vezes a média nacional; setor reúne 18 fábricas e cerca de 17 mil empregos formais (Foto: Divulgação)

A indústria farmacêutica em Goiás cresceu 20,2% de janeiro a agosto de 2026, mais de 11 vezes a média nacional de 1,8% no mesmo período. Os dados da Pesquisa Industrial Mensal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram o avanço da produção de medicamentos no estado, que abriga um dos principais polos farmacêuticos do país.

O desempenho goiano também se destacou em agosto. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos cresceu 7,1% em Goiás, enquanto o setor registrou queda de 22,3% no Brasil.

A retração da indústria farmacêutica nacional esteve entre os fatores que contribuíram para a queda de 1,2% da produção industrial brasileira naquele mês.

Indústria farmacêutica em Goiás emprega 17 mil trabalhadores

Goiás reúne 18 indústrias farmacêuticas licenciadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segundo o Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo).

O setor emprega aproximadamente 17 mil trabalhadores com carteira assinada e conta com outros 4 mil prestadores de serviços. As fábricas estão concentradas principalmente em Anápolis, Goiânia e Aparecida de Goiânia.

A produção estimada pelo Sindifargo chega a 1,3 bilhão de unidades de medicamentos, com destaque para genéricos e similares utilizados no tratamento de hipertensão, infecções e processos inflamatórios.

As indústrias goianas também fabricam analgésicos, soluções hospitalares e outros produtos destinados ao mercado de saúde.

Outro destaque é a fabricação de soros. Segundo estimativa do presidente-executivo do Sindifargo, Marçal Henrique Soares, duas fábricas instaladas em Goiânia e Aparecida de Goiânia respondem por aproximadamente 30% da produção nacional desses produtos.

Crescimento amplia perspectivas para o setor

O desempenho da indústria farmacêutica reforça a importância do segmento para a economia de Goiás, tanto pela produção de medicamentos quanto pela geração de empregos.

Para o governador Daniel Vilela, os resultados também mostram o potencial do estado para atrair novos investimentos e ampliar a qualificação profissional.

“Queremos ampliar a capacidade de Goiás de atrair empresas, estimular a inovação e qualificar profissionais. Nosso objetivo é transformar esse potencial industrial em mais empregos, renda e oportunidades para os goianos”, destaca.