Durante a estiagem, incêndios em vegetação mobilizam equipes especializadas, monitoramento por satélite e ações de prevenção em Goiás. Nas unidades de conservação, 125 profissionais são mobilizados diariamente. O trabalho reúne Corpo de Bombeiros Militar e Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
O planejamento mantém equipes nas unidades de conservação, bases do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais e no posto de comando de Alto Paraíso de Goiás. O Corpo de Bombeiros também mantém efetivo de prontidão em oito parques estaduais e 72 unidades operacionais distribuídas pelo território goiano.
Como os incêndios em vegetação são monitorados?

O monitoramento conta com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a partir de imagens de satélite e dados sobre focos de calor e áreas queimadas. O Monitor de Queimadas envia alertas com geolocalização para brigadas, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e secretarias municipais de meio ambiente.
Os registros ajudam a direcionar as equipes para os locais atingidos. A estratégia combina o acompanhamento por satélite com a atuação de profissionais em campo para prevenção e resposta aos incêndios.
Ação humana e condições climáticas
Conforme dados do Corpo de Bombeiros, a maior parte dos incêndios em vegetação está relacionada à ação humana, de forma acidental ou intencional. Entre as causas recorrentes estão o uso inadequado do fogo na limpeza de terrenos e áreas rurais, o manejo de pastagens e a queima de resíduos.
A baixa umidade do ar, as altas temperaturas, a estiagem prolongada e a vegetação seca favorecem a propagação das chamas. Por isso, durante o período de seca, a orientação é evitar queimadas e acionar os órgãos responsáveis ao identificar uma ocorrência.
O Corpo de Bombeiros pode ser chamado pelo telefone 193. As medidas de prevenção, fiscalização, monitoramento e resposta permanecem mobilizadas durante a situação de emergência ambiental.
Área atingida pelo fogo aumenta 23,3%
Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ) mostram que a área atingida pelo fogo em Goiás aumentou 23,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No levantamento, feito até 16 de agosto, o total de hectares atingidos pelo fogo passou de 112.686 hectares em 2025 para 138.908 hectares em 2026.
Diante desse cenário, foi decretada emergência ambiental em todo o território goiano por 120 dias. O Decreto nº 10.962 também suspendeu o uso do fogo em vegetação entre 1º de julho e 31 de outubro de 2026, período que concentra maior risco.
As exceções se aplicam a povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, desde que sejam cumpridos os procedimentos legais e haja notificação prévia à Semad.
A situação de emergência permite providências administrativas para reduzir o impacto dos incêndios sobre os ecossistemas, incluindo contratação temporária de pessoal e aquisição de bens, materiais e serviços destinados ao enfrentamento do fogo.