Plantar, cuidar das hortaliças e acompanhar o crescimento dos alimentos fazem parte da rotina de reabilitação de pacientes atendidos pelo Centro Estadual de Atenção Prolongada e Casa de Apoio Condomínio Solidariedade (CEAP-SOL), em Goiás. Desde abril deste ano, uma horta terapêutica integra as atividades da unidade e contribui para estimular a autonomia, a coordenação motora e a convivência durante o tratamento.
Na horta, os pacientes participam do plantio e dos cuidados com alface, rúcula, couve e outras hortaliças. Além do contato com a natureza, a atividade incentiva o trabalho coletivo e a interação entre os participantes. Os alimentos cultivados também podem ser levados para casa.
A iniciativa é desenvolvida na unidade do Governo de Goiás, gerida pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG), e utiliza atividades do cotidiano como complemento ao tratamento clínico.
Horta terapêutica no CEAP-SOL contribui para a reabilitação
Segundo a supervisora de reabilitação do CEAP-SOL, Cristina Brandão, o cultivo de hortaliças contribui para o cuidado com a saúde física, mental e social dos pacientes.
“A horta em um ambiente hospitalar é um recurso terapêutico que complementa o tratamento clínico tradicional. Funciona como um cuidado ampliado, promovendo saúde física, mental e social. Além disso, estimula a autonomia, a coordenação motora, reduz o estresse e a ansiedade, melhora o humor e contribui para a adesão ao tratamento”, explica.
A proposta também cria oportunidades de convivência e participação coletiva durante o período de reabilitação.
Para a paciente Antônia Rodrigues, o contato com outras pessoas é um dos aspectos positivos da experiência. “Eu acho ótimo estar aqui, no meio de todos”, conta.
A paciente Nair Oliveira também demonstra interesse em acompanhar os resultados do próprio trabalho. “Vou voltar aqui e acompanhar o crescimento do que foi plantado”, afirma.
Cultivo e convivência fazem parte do tratamento
A continuidade da horta terapêutica amplia as possibilidades de participação dos pacientes em atividades que vão além dos procedimentos clínicos.
Ao cultivar e acompanhar o desenvolvimento das hortaliças, os participantes exercitam habilidades motoras, compartilham experiências e mantêm contato com tarefas do dia a dia. A iniciativa também incentiva a autonomia e fortalece a convivência durante a reabilitação.