A professora da Universidade Estadual de Goiás (UEG) Olira Saraiva Rodrigues lançou internacionalmente a obra Inteligência artificial na perspectiva freireana (Vol. VI), publicada pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Flup), em Portugal.
Docente do Centro de Ensino e Aprendizagem em Rede (Cear|UEG) e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias (PPG-Ielt), Olira assina a organização do livro ao lado de pesquisadores do Brasil e da Europa.
A publicação integra a Coleção Interlocuções e propõe reflexões sobre os impactos sociais, políticos e educacionais da inteligência artificial a partir do pensamento do educador Paulo Freire.
A obra já pode ser acessada por estudantes, professores, pesquisadores e o público geral interessado nos rumos da educação e da ética na era dos algoritmos. Confira aqui.
Livro relaciona IA ao pensamento de Paulo Freire
Distanciando-se de abordagens puramente técnicas, a obra propõe uma reflexão sobre a inteligência artificial como construção histórica, social e política.
Inspirado no legado do educador Paulo Freire, o livro parte do princípio de que nenhuma tecnologia é neutra. A publicação discute como algoritmos podem tanto reproduzir desigualdades e preconceitos quanto contribuir para práticas de emancipação social.
Disponibilizado em formato bilíngue, em português e inglês, o e-book reúne entrevistas com pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento.
Participam da publicação Mércia Flannery, da University of Pennsylvania, nos Estados Unidos; Júlio Araújo, da Universidade Federal do Ceará (UFC); Kanavillil Rajagopalan, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); e Alina Andreica, da Universidade Babeș-Bolyai, da Romênia.
Os debates abordam temas como racismo algorítmico, linguagem, educação pública, ética digital e os impactos das novas tecnologias na formação docente.
Coleção promove diálogo internacional
Segundo Olira Saraiva Rodrigues, a Coleção Interlocuções foi criada em 2021 para fortalecer o intercâmbio científico entre pesquisadores de diferentes países, inicialmente entre Brasil e Portugal.
Em apresentação da obra, a pesquisadora afirma que o livro convida educadores e pesquisadores a refletirem sobre quem produz a tecnologia, a serviço de quem ela opera e quais vozes são silenciadas nos sistemas digitais.
“Pensar Freire na era da inteligência artificial significa deslocar o olhar da técnica para a ética”, pontua.