Referência estadual no atendimento a pacientes diagnosticados com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa, o Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG conta com equipe multiprofissional especializada no diagnóstico, acompanhamento e tratamento das doenças, oferecendo assistência integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
As Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) são doenças crônicas que provocam inflamações no trato gastrointestinal e podem causar sintomas como dores abdominais, diarreia frequente, sangramentos intestinais, fadiga, perda de peso e alterações importantes na qualidade de vida física e emocional dos pacientes.
HGG – referência em atendimento
No HGG, pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado recebem acompanhamento especializado realizado por equipe formada por médicos coloproctologistas, gastroenterologistas e outros profissionais da saúde.
A unidade é referência em Goiás no atendimento a pessoas com Doença de Crohn e retocolite ulcerativa, oferecendo suporte contínuo e acompanhamento individualizado para controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida.
Diagnóstico precoce é fundamental
A médica coloproctologista do HGG, Albanice Rodrigues de Lima, que acompanha pacientes com DIIs há mais de duas décadas, explica que o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e garantir melhores resultados no tratamento.
“Muitas pessoas convivem durante anos com sintomas importantes sem imaginar que podem ter uma Doença Inflamatória Intestinal”.
De acordo com a médica, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações, controlar a progressão da doença e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
“Com acompanhamento especializado e tratamento adequado, é possível viver com mais conforto, autonomia e segurança”, reforçou a médica.
Sinais de alerta
A médica destaca ainda que, entre os sinais de alerta, estão:
- dor abdominal frequente;
- diarreia persistente;
- presença de sangue nas fezes;
- perda de peso inexplicada;
- anemia, fadiga intensa;
- alterações significativas no hábito intestinal.
O diagnóstico geralmente envolve:
- avaliação clínica;
- exames laboratoriais;
- endoscopia;
- exames de imagem.
Falta de informação correta atrasa e atrapalha tratamento
Diagnosticado com Doença de Crohn há mais de 20 anos, o marceneiro Mauro Parreira, de 52 anos, diz que teve dificuldades para conseguir o tratamento correto. Ele cita que o principal problema ainda é a falta de informação.
“Sou diagnosticado com Doença de Crohn há mais de 20 anos, mas já sentia os sintomas muito antes disso. Lembro que, com 15 anos, já sofria com as dores e sangramento”.
“Só muito tempo depois, fui descobrir o que era. Esse diagnóstico tardio me atrapalhou muito. Vejo que a falta de informação prejudica muito no tratamento correto”, avaliou.
Acolhimento e suporte emocional aos pacientes
No HGG, além do acompanhamento médico, o tratamento das doenças inflamatórias intestinais também envolve acolhimento e suporte emocional aos pacientes, já que as condições impactam diretamente a rotina, relações sociais e saúde mental.
Consideradas doenças invisíveis, as DIIs muitas vezes não apresentam sinais externos perceptíveis, mas exigem adaptações diárias e acompanhamento contínuo.
Maio Roxo
O Maio Roxo, mês de conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais (DII), chama a atenção para um problema de saúde que cresce de forma silenciosa no Brasil.
Embora compartilhem sintomas semelhantes, a Doença de Crohn e a retocolite ulcerativa possuem características distintas.
Enquanto a doença de Crohn pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal e comprometer todas as camadas da parede intestinal, a retocolite ulcerativa atinge principalmente o cólon e o reto, afetando a camada superficial da mucosa intestinal.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, mais de 100 mil brasileiros convivem atualmente com doenças inflamatórias intestinais.
Dados do Ministério da Saúde apontam ainda aumento de 61% nas internações relacionadas às DIIs nos últimos dez anos, cenário associado a mudanças no estilo de vida, alimentação e níveis de estresse da população.