A baixa umidade do ar durante o período de estiagem em Goiás favorece o ressecamento da pele, aumenta a coceira e pode agravar doenças dermatológicas. Para reduzir esses efeitos, cuidados com a pele no tempo seco incluem hidratação, banhos menos quentes e atenção aos produtos usados diariamente.
De acordo com a dermatologista do Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), Bruna Alarcon, o clima seco favorece a perda de água e compromete a barreira natural de proteção da pele.
“Durante o período de tempo seco, a pele perde mais água e fica desidratada. Esse ressecamento favorece a coceira e, ao coçar, a pessoa machuca a pele, criando um ciclo que pode agravar ainda mais o problema.”
Pessoas com doenças dermatológicas, como a dermatite atópica, podem sentir os efeitos da estiagem de forma mais intensa. No entanto, o ressecamento pode atingir qualquer pessoa.
“Quem já tem doenças de pele costuma sofrer mais nessa época do ano e precisa redobrar os cuidados com a hidratação e com a rotina de banhos. Mas mesmo pessoas sem doenças prévias podem desenvolver irritações e coceiras por causa do ressecamento”, destaca.
Os primeiros sinais incluem pele opaca, áspera e com aspecto esbranquiçado ou acinzentado. Em casos mais intensos, podem surgir vermelhidão, descamação, pequenas feridas e formação de crostas. As regiões mais afetadas costumam ser pernas, costas e região lombar, embora qualquer parte do corpo possa apresentar os sintomas.
Cuidados com a pele no tempo seco incluem banho e hidratação
Entre as principais medidas para prevenir o ressecamento está a mudança de alguns hábitos diários. Banhos muito quentes, demorados e frequentes retiram a camada de proteção natural da pele e favorecem ainda mais a perda de água.
“O banho é um dos principais aliados — ou vilões — da pele. Água muito quente, banhos longos e o uso excessivo de buchas e sabonetes agressivos retiram a proteção natural da pele e intensificam o ressecamento”, explica a médica.
O hidratante deve ser aplicado logo após o banho, quando a pele ainda está levemente úmida.
“O hidratante deve ser aplicado imediatamente após o banho. Dessa forma, ele ajuda a reter a umidade da pele e fortalece sua barreira de proteção”, orienta.
Também é recomendado manter uma boa ingestão de água, evitar sabonetes muito detergentes e optar por hidratantes mais consistentes, especialmente em creme, que costumam oferecer maior poder de hidratação. Pessoas com doenças dermatológicas podem precisar de produtos específicos, indicados por um especialista.
Mãos e pés exigem atenção durante a estiagem
As mãos e os pés também precisam de cuidados extras. O contato frequente das mãos com sabonetes, álcool em gel e produtos de limpeza favorece o ressecamento. Já os pés podem apresentar rachaduras e espessamento da pele.
“Não podemos esquecer das mãos e dos pés. Nas mãos, o ideal é reforçar a hidratação, principalmente antes de dormir. Já os pés também precisam de hidratação diária para evitar rachaduras, descamação e calosidades”, ressalta.
Caso a pele permaneça muito ressecada, apresente coceira intensa, vermelhidão ou feridas mesmo após a adoção das medidas preventivas, é importante procurar atendimento especializado.
“Se, mesmo após ajustar os hábitos e manter uma hidratação adequada, a pele continuar com vermelhidão, coceira intensa ou feridas, é importante procurar um dermatologista para avaliação e tratamento adequado”, conclui.